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Tuesday, December 12, 2017
Cultura

Rodas de samba agitam a Argentina

Roda de Samba na Argentina – Divulgação
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Rodas de samba agitam a Argentina

No dia 18 de Fevereiro começa o Tour de Arte Brasileira pela Europa. A Exposição terá lugar na Galeria Koko situada na rua Mittelgasse 7, 1060 em Viena até o dia 25 de Fevereiro.

Rodas de samba agitam a Argentina – O samba está cada vez mais vivo no Rio de Janeiro. Isso pode ser notado pelo grande número de rodas de samba que surgem nos bairros da cidade maravilhosa. Mas, não é só o carioca que se alimenta de samba. Os músicos argentinos descobriram que o ritmo não só contagia o carioca, mas também os argentinos, especialmente os portenhos (de Buenos Aires).

Roda de Samba agitam a Argentina – Divulgação

Somente em Buenos Aires já existem 12 rodas de samba. Para nossa surpresa, não são formadas por brasileiros residentes no país, mas pelos próprios argentinos, na maioria músicos profissionais formados nos conservatórios locais e que descobriram a paixão pela música do João Nogueira e do Martinho da Vila, entre outros.

A mais antiga roda de samba argentina é a do ‘Grupo Malandragem’, que completou 15 anos, comemorados com um grande show. O Grupo Malandragem é composto por 11 integrantes, que já estiveram várias vezes no Rio tocando em rodas como Tia Doca (em Madureira), Tia Ciça (em Irajá) e com o grupo Galocantô.

A linguagem riquíssima das composições de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Paulinho da Viola, incentivou os músicos argentinos a aprender e explorar a música brasileira.

Os grupos têm nomes diversos, como A Saidera, Mistura e Manda, Mão na Roda, Demônios da Garrafa, Pega Fogo, Deixa pra Lá, Falsos Baianos, etc.
Esses nomes nada têm a ver com o espanhol. Expressões como ‘Mão na Roda’ não tem significado algum em castelhano.

A mais antiga roda de samba argentina é a do ‘Grupo Malandragem’, que completou 15 anos

Roda de Samba na Argentina – Divulgação

Antes as bandas tocavam apenas em lugares pequenos e afastados de Buenos Aires, mas agora se apresentam nos principais teatros da capital e até participam de festivais. A paixão dos hermanos pelo nosso samba de raiz chega a ser quase maior do que a dos brasileiros que vivem na Argentina. Parece que trocaram o tango pelo samba e, essa troca deu frutos pelo que se pode constatar.

O fenômeno do interesse pela música não commercial brasileira já dura alguns anos, mas, nesses últimos, houve realmente uma explosão da adesão do argentino ao samba de roda.
Para o brasileiro residente, curtir um sambinha no fim de semana ficou mais fácil. Não precisa procurar um lugar brasileiro nem esperar pelas férias para curtir um sambinha no Brasil.

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